terça-feira, 8 de julho de 2008

A Pena de Morte

Com aumento da delinqüência em todos seus níveis e formas,  tem aparecido algumas propostas para estabelecer a pena de morte para os delitos mais hediondos que tem estarrecido a nossa sociedade, como forma de reprimi-los.
A Maçonaria é contrária a pena de morte, e queremos de dar a conhecer  as razões que ela tem em conta para assumir tal posição. Para ingressar na Maçonaria é condição "sine qua non" acreditar na existência de Deus como criador de tudo quanto existe. E sendo Deus o criador da vida humana somente Nele a Maçonaria reconhece a decisão de tirar a existência de um ser humano. Pensamos que a pena de morte é um contra-senso, porque supostamente ela manda matar para ensinar que não se deve matar. Os que advogam pelo estabelecimento da pena de morte como inibidor da delinqüência estão esquecendo que nos países onde tal pena existe, os índices de delinqüência são tão ou mais elevados que em nossas cidades. 
Citamos como exemplo mais conhecido os EUA, onde a pena de morte existe em todas as suas formas que a Lei poderia imaginar: câmara de gases, injeção letal, cadeira elétrica, etc. Mas cidades como Washington, Detroit, Miami, Los Angeles e outras, mostram índices de delitos elevados que fazem parecer Rio de Janeiro e São Paulo como cidades relativamente seguras.O difícil seria elaborar uma lei que defina quem vai ser condenado à pena de morte. A todo aquele que tira a vida de outra pessoa? Ou aquele motorista irresponsável que bêbado ou dirigindo em excesso de velocidade ou participando de um "racha" atropela e mata uma ou mais pessoas? Os defensores da pena de morte dirão que foi um acidente, uma fatalidade e não usou uma arma para matar. Pois fiquem sabendo que um carro nas mãos de um irresponsável é uma arma mais perigosa que um revólver nas mãos de um delinqüente profissional.E falando em lei, todos hão de concordar que a lei sempre se inclina do lado de quem tem mais dinheiro, e não estamos falando em corrupção. Inclina-se para o lado do dinheiro porque o acusado de um crime pode contratar para sua defesa os melhores advogados, poderá facilitar a participação de testemunhas em seu favor pagando suas despesas de condução, alimentação, hospedagem, ressarcimento de dias não trabalhados, etc. e pode através da imprensa criar um ambiente que sensibilize os membros do júri em seu favor. Portanto, os únicos condenados à pena de morte, acabarão sendo os eternos marginalizados de nossa sociedade. Mas poderá alguém alegar: "e se um membro querido da sua família fosse vítima de um delinqüente, não gostaria que lhe fosse aplicada a pena de morte?"
Pode ser que sim, mas nesse momento estaríamos reagindo com sentimento de vingança que é algo muito diferente de justiça. Se o intuito dos defensores da pena de morte é a vingança e não a justiça, então é com maior razão que devemos ser contrários a pena de morte.



2 comentários:

Ralph Aguiar disse...

Sinceramente não sei de onde o irmão tirou que a Maçonaria é contra a pena de morte... Eu como maçom e Pedreiro Livre tenho o livre arbítrio de julgar esta questão profana e se o irmão me provar que existe algum landmark sobre esta questão deixo a Maçonaria no mesmo instante, visto que nunca habitarei um lugar onde o livre pensar não seja respeitado.
Quanto as razões que irmão expôs digo-lhe que a Maçonaria não é religião e temos que acreditar num Ser Supremo (qualquer um) respeitando os Hindus (que possuem um panteão) e os Umbandistas, logo não devemos utilizar o paradigma CRISTÃO como único paradigma.

Ralph Aguiar disse...

Sinceramente não sei de onde o irmão tirou que a Maçonaria é contra a pena de morte... Eu como maçom e Pedreiro Livre tenho o livre arbítrio de julgar esta questão profana e se o irmão me provar que existe algum landmark sobre esta questão deixo a Maçonaria no mesmo instante, visto que nunca habitarei um lugar onde o livre pensar não seja respeitado.
Quanto as razões que irmão expôs digo-lhe que a Maçonaria não é religião e temos que acreditar num Ser Supremo (qualquer um) respeitando os Hindus (que possuem um panteão) e os Umbandistas, logo não devemos utilizar o paradigma CRISTÃO como único paradigma.